
Don Luis Mazzantini, nasceu no dia 10 de Outubro de 1856, em Elgóibar, Guipúzcoa no País Basco.
Filho de um engenheiro italiano e de mãe basca, a família permaneceu durante parte da sua infância no país vizinho, onde seu pai trabalhava na construção do caminho de ferro Bilbao-Santander, regressando a família a Itália, onde Luís ingressou no colégio romano de “Padres Escolápios”, também conhecidos por “Escolas Pias “onde os alunos não tinham de pagar pelos estudos, aprendiam latim, matemática, gramática e demais ensinamentos com vista a tornarem-se cidadãos cultos e preparados para a vida laboral, sendo o principal lema desta escola: “Piedade e Letras”.
Após o exílio de Isabell II em França, devido à revolução conhecida por “ La gloriosa”, Amadeo de Saboya é eleito pelo parlamento espanhol “Rey de España “ com o nome de Amadeu I, contratando para mestre de cavalaria David Marchino que devido à amizade que tinha com Guiseppe Mazzantini, contrata o jovem Luís para “moço de esquadra de primeira classe”, cuidando este dos cavalos de tiro das carruagens do Rei., com o salário de 912,50 pesetas.
Luís continua os estudos e faz-se “Bacharel” em artes, sendo bastante apreciado devido à sua habilidade para os idiomas, falando correctamente francês, italiano e espanhol. Mais tarde trabalhou na companhia espanhola de telégrafos e foi chefe da estação da “Compañía de Ferrocarriles Extremeños” de Santa Ollala.
O jovem Luís Mazzantini sentiu desde logo o chamamento para as lides, toureando em 16 de Outubro de 1879, pela primeira vez, uma bezerrada em “Los Campos Elísios” em Madrid, saindo um pouco maltratado pelo gado posto à sua disposição.
Tirou a alternativa em 13 de Abril de 1884 em Sevilha, confirmando a mesma em 29 de Maio do mesmo ano em Madrid, sendo seu padrinho “Largatijo” .
Em 1886 toureou em Cuba e no México e, em 1889 foi convidado a tourear em Paris no âmbito da Exposição Mundial. Actuou na inauguração da praça de touros de Salamanca em 1889, sendo a sua última corrida em Espanha no ano de 1904.
Seguiu-se uma carreira política, como deputado provincial por Navalcarnero, Madrid, tendo sido governador civil de Ávila e Guadalajara..
Devido a mudanças e convulsões políticas, no final da sua vida foi-lhe retirada a pensão pecuniária de que vivia, por ter sido governador, tendo pedido pessoalmente ao ministro General Martínez Anido que lha devolvesse, uma vez que passou por um período de miséria e indigência, vivendo das esmolas de seus amigos e correligionários políticos.
Como toureiro, a sua principal característica era a sua elegância com o capote e a muleta, os passes magistrais e a forma elegante e artística como “trajava de luces”.
As seguintes palavras retratam de alguma maneira essa forma de estar e tourear:
“Rey del volapié sin trampa y señor de los toreros, era la majestad y la elegância “
Faleceu em 1926