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Paco Velásquez tenta na Ganadaria Monte Cadema

A jornada vivida ontem de preparação para o primeiro compromisso da temporada de Paco Velásquez, próximo sábado dia 30 de Maio na Golegã, foi daqueles dias que marcam a vida de um toureiro.
26 de Maio de 2015 - 16:46h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1255
Paco Velásquez tenta na Ganadaria Monte Cadema

Ontem dia 25 de Maio de 2015 na ganadaria Monte Cadema.

"Existem dias em que sentimos que temos a melhor profissão do mundo, ser matador de toiros, ser toureiro".

Foram estas as palavras que o Paco Velásquez proferia quando já se "deitava" este dia de primavera em pleno Alentejo.

A jornada vivida ontem de preparação para o primeiro compromisso da temporada, próximo sábado dia 30 de Maio na Golegã, foi daqueles dias que marcam a vida de um toureiro.

A nobreza das vacas toureadas, o poder compartir este tentadero com o seu "irmão" Alejandro Amaya já se poderia dizer que foi um "dia em cheio".

O Paco e Alejandro andaram toda a tarde numa saudável competição, se os naturais do Amaya eram a câmara lenta, as trincherillas do Paco tinham aromas de romero. À Verónica ou por chiquelinas foram colocadas as bravas bezerras no cavalo.

O ganadero Nuno Cabral entusiasmado com tudo o que acontecia no seu tentadero oferece mais uma bezerra para ser tentada.

Eis se não quando o Paco e o Alejandro, numa prova de humildade e toureria oferecem a mesma a um homem que ali estava de boina enterrada na cabeça desfrutando com tudo o que se passava e que já saboreou o que é ser figura do toureio, Vicente Bejarano.
O que aconteceu ali no tentadero do Monte Cadema foi uma verdadeira aula de arte, uma verdadeira "borrachera" de toureio.
As campanas da Giralda soaram, os sabores e cheiros a Puebla del Rio estiveram presentes, até se sonharam com as notas do pasodoble Sielo Andaluz tocadas na Maestranza pela banda do Maestro Tristan.
Os Olés dos toureiros, ganaderos, amigos, campinos e maiorais foram sentidos e lentos como os naturales, redondos, ayudados, kikirikis e trincherazos dados pelo toureio de la Puebla del Rio. Cante e canto de toureio grande!

O Paco vendo que a bezerra servia e muito no fim da faena de Vicente convidou o seu bandarilheiro de confiança, Tiago Santos, que um dia também quis ser toureiro, a dar também ele uns passes de muleta. O Tiago parecia que estava numa qualquer monumental e novamente a arte de Montes brotou ali em pleno Alentejo.

Dias destes fazem com que esta arte nunca possa acabar...

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