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Corrida em Évora - 11 de Julho

No próximo dia 11 de Julho, pelas 22h00m, a Arena de Évora realiza uma Fabulosa Corrida de Toiros, a Homenagem da Cidade de Évora ao Mestre João Branco Núncio.
29 de Junho de 2014 - 12:41h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1489
Corrida em Évora - 11 de Julho

No próximo dia 11 de Julho, pelas 22h00m, a Arena de Évora realiza uma Fabulosa Corrida de Toiros, a Homenagem da Cidade de Évora ao Mestre João Branco Núncio.

Em praça estarão os cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles, Francisco Núncio e Manuel Lupi. Também estarão no ruedo eborense os cavaleiros amadores Francisco Núncio e António Núncio.

Pegam os Amadores de Évora e o Real Grupo de Forcados Amadores de Moura.

Será lidado um curro da divisa Branco Núncio.

 

-Mestre João Branco Núncio -

Toureiro extraordinário, génio e figura, Mestre João Branco Núncio é, sem qualquer sombra de dúvida, o pilar central em que assenta toda a estrutura do moderno toureio a cavalo, essa maravilhosa expressão artística a que chama-mos Toureio Clássico á Portuguesa.

Chegado à Festa numa altura em que nela imperava a triste moda do toiro corrido, Mestre João Núncio apaixonou-se pela mensagem artística deixada pelos Mestres Victorino de Avelar Frois e Joaquim Alves, na procura de uma forma de tourear baseada na frontalidade e onde os chamados "ferros de caras" arrebatassem com emoção e verdade a tão decaída "aficion" daquele tempo.

Acompanhado na sua luta pelos nomes ilustres dos Mestres António Luís Lopes, Simão da Veiga (pai) e Simão da Veiga (filho) e ainda por D. Ruy Zarco da Câmara, Mestre João Branco Núncio arredou para sempre o toiro corrido das arenas portuguesas e, enfrentando toiros puros, o sonho de Victorino Frois, impôs ao toureio a cavalo as normas" belmontinas" do parar, mandar e templar, bases fundamentais do moderno toureio apeado, tomando assim nas mãos não só a emocionante verdade do "toureio frontal e de caras", mas arrebatando a "ofición" com a maravilha, até então apenas vislumbrada, da lide completa do toiro a cavalo e com uma presença mínima dos peões de brega na arena.

Pisando terrenos até então interditos aos cavaleiros, Mestre João Núncio aliou toda a emoção do seu toureio revolucionário a cavalos capazes de irem a esses terrenos proibidos, e imortalizou os nomes de "Lidador", "Pincelim" ,"Gaio", "Temporal", "Numerário"," Alpompé", "Santander", "Quo-Vadis", "Ferrolho"... com eles escrevendo algumas das páginas mais gloriosas do Toureio Clássico á Portuguesa.

Homem de campo de corpo inteiro, cidadão excepcional e patriota apaixonado, João Alves Branco Núncio representa igualmente um marco assinalado na História da Sociedade Portuguesa, como exemplo de honestidade, coragem, frontalidade, lealdade e amor ao próximo, próximo por quem tantas e tantas vezes arriscou nas arenas a própria vida.

Com os seus últimos dias amargurados por uma tragédia familiar e pelos ódios dementados da paixão politica, Mestre João Núncio, o extraordinário Português que foi João Alves Branco Núncio, deixou-nos sem um queixume, como quem sai para voltar um pouco mais tarde, como quem mesmo ausente está presente, presente para todo o sempre na nossa História, mesmo para lá da existência da própria Festa, pois os Homens como ele, os eleitos como ele, não morrem nunca.

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