
A cavaleira Ana Rita, que foi colhida a 7 de setembro, na corrida de homenagem a Paulo Caetano, no Cartaxo, regressou a casa há duas semanas e espera voltar às corridas em março ou abril, conta a própria ao CM.
"Estive imobilizada durante o internamento, no tempo que os médicos do Hospital de Santarém consideraram suficiente para tratar o problema do fígado, sobretudo. Fiz uma lesão hepática e disseram que podia morrer, mas agora estou a recuperar. Espero reaparecer na próxima temporada", conta.
Após quatro semanas de internamento, devido à lesão no fígado e a uma fratura na bacia, Ana Rita já está a andar, a fazer fisioterapia e acredita que vai "recuperar bem". "Em março ou abril devo começar a tourear, mas vou ao médico em novembro e espero que me diga que posso começar a montar mais cedo", diz.
Apesar de otimista, Ana Rita não esquece o susto daquele dia, no momento em que o seu cavalo foi colhido por um toiro e a cavaleira foi projetada com violência contra a trincheira. Um acidente que a fez perder a temporada. Depois de 25 corridas bem-sucedidas, ainda lhe faltavam 15. "Fiquei triste porque em Espanha já estava qualificada em quinto lugar e sentia-me preparada para ir mais longe e atingir o topo da tabela", lembra com tristeza.
Apesar deste episódio que colocou a sua vida em perigo, na corrida em que esteve ao lado de grandes nomes do espetáculo tauromáquico, como Luís Rouxinol e João Moura Caetano, a cavaleira não desiste da sua arte. "É a minha vida", disse ao CM. "E tenho de agradecer a toda a equipa do hospital, dos médicos ao pessoal auxiliar. Foram excelentes."