
O Senado espanhol deu, esta quinta-feira, um dos últimos passos para a declaração da tauromaquia como património cultural, com a maioria conservadora a rejeitar cinco propostas de veto e 57 emendas ao texto, que já tinha sido aprovado no Congresso.
O texto final deverá ser debatido e aprovado, com a contestação da maioria da oposição, no próximo dia 6 de novembro.
Das cinco propostas de veto, duas delas, da Esquerda Unida (IU) e da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), eram as mais críticas e contrárias tanto ao texto como à tauromaquia em si, que definiram como "sanguinária e cruel", como um atentado aos direitos dos animais e como um ato que jamais deveria ser alvo de uma normativa legal.
As restantes propostas de veto - dos conservadores nacionalistas da Catalunha (CiU) e bascos (PNV) - contestavam o texto em termos de competências, argumentando que este tipo de decisões cabe às autonomias e não ao Estado central.
Os socialistas, por seu lado, acusaram o PP (que tem maioria absoluta) de "politizar" a tauromaquia, subvertendo uma Iniciativa Legislativa Popular com 600 mil assinaturas sobre o setor.
Várias regiões espanholas já proibiram as touradas, como é o caso de toda a comunidade autónoma da Catalunha.