
Notícia Diana FM:
O Hospital do Espírito Santo de Évora está a ponderar a abertura de um processo de inquérito para esclarecer o caso em que um médico é acusado de discriminar um forcado ferido.
No entanto, a unidade hospitalar, depois de proceder a “uma análise preliminar das circunstâncias”, afirma em comunicado que “todos os procedimentos clínicos adequados foram realizados”.
“É prática deste hospital receber todos os doentes da mesma forma, com respeito e consideração, e garantir o tratamento adequado e em tempo útil”, pode ler-se no documento.
Um elemento do Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz acusa um médico ortopedista do Hospital de Évora de o ter discriminado, no sábado passado, quando entrou nas urgências com um membro inferior fraturado.
O cabo diz que o forcado ferido “foi transportado para o hospital, onde tinha alguns familiares a acompanhá-lo”, e, “pelo que consta, não foi atendido e foi discriminado”.
Segundo David Rodrigues, a família do forcado ferido diz que “o médico recusou-se a operá-lo no momento”, remetendo a intervenção cirúrgica para “terça-feira ou quarta-feira”.
“Depois, teve de ser operado de urgência, na terça-feira, por outra equipa, porque estava sujeito a terem de lhe amputar a perna”, afirma.