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Um dia com... Ana Batista

No dia 15 de Dezembro, passamos a casa da cavaleira tauromáquica Ana Batista, que amavelmente nos convidou a entrar e a ver as suas cocheiras. Não resistimos!...
20 de Dezembro de 2012 - 21:22h Notícia por: - Fonte: - Visto: 3961
Um dia com... Ana Batista

No dia 15 de Dezembro, passámos a casa da cavaleira tauromáquica Ana Batista, que amavelmente nos convidou a entrar e a ver as suas cocheiras. Não resistimos! Passámos a tarde ao seu lado. Rodeada pelos cães e uma cabrinha anã chamada Ritinha, a cavaleira Ana Batista elegantemente vestida e com uma simpatia acolhedora, convidou-nos para ver os cavalos nas boxes, admirámos o treino dos seus cavalos, vimos a cavaleira a chamar os seus cães e a cabrinha anã Ritinha que faz as delícias de quem a vê.

No tentadeiro o seu marido e fiel companheiro passava os cavalos pela tourinha, sempre sob o olhar atento da cavaleira, que nos fazia companhia e dedicava a atenção duma verdadeira anfitriã.

Instada sob o balanço que faz da temporada passada, inicia por falar da sua ida ao México, onde não sonhava alcançar as metas que alcançou por lá. Diz-nos ter atuado em muitas corridas, lidadas em praças e datas importantes, tendo até lidado na conhecida praça México, reconhecida pela sua importância no mundo do toureio. Consigo levou os seus cavalos Obélix II, Manolete, Roncal, Forcado e Fandi, destacando a prestação de dois dos seus cavalos (Forcado e Fundi), que segundo a cavaleira se adaptaram bem ao tipo de touro mexicano.

A nível nacional teve a corrida de homenagem ao seu pai, que marcou a sua época, não só pela data e pela importância que acarretava, mas também porque não podia contar com as montadas que levou para o México, pois estas chegavam apenas um dia antes da data designada para a realização da corrida. Contou com os seus cavalos que não a acompanharam ao México e que não obstante de não serem montados pela cavaleira à cinco meses, encontravam-se em boa forma física.

Dois malogrados acidentes marcaram e condicionaram a época passada da cavaleira, um ocorreu na sua casa enquanto treinava e que culminou com um traumatismo craniano, e outro na praça de Azambuja onde fraturou as costelas.

Sem olvidar a corrida em Samora Correia onde o touro a colheu em cima do cavalo, tendo-lhe fraturado uma costela. Apesar das dores que sentia, a cavaleira confidencia-nos que só pensava em concretizar a sua lide e fazer o que tão bem sabe para o público que a tinha vindo ver lidar. Diz-nos que ser cavaleiro é ultrapassar o medo e as dores, concretizar a lide de forma nobre. Almejou isso e conseguiu! Fala-nos que essa corrida lhe traz à memoria uma das melhores recordações da época, porque estava montada num dos seus cavalos de confiança, o Obélix II, mudou para o Roncal e seguidamente cravou 4 ferros curtos muitos bons.

Na época transata conseguiu iniciar o cavalo “ Altivo” com ferro Manuel António Lopo de Carvalho, esperando grandes sucessos do mesmo para a próxima temporada.

Neste fim de época, a par das corridas que lhe marcaram a memoria, ficam também as pessoas que a cavaleira não esquece. Falando neles com carinho e gratidão como é o caso do Manuel António Lopo de Carvalho, Engº Pedro Lapa, Nuno Monteiro, Ortélia Lobo, João Vidinhas e ao ganadeiro João Prudêncio, tem sido com esta “família” que não lhe foi imposta mas escolhida, que tem vindo a crescer profissionalmente e a evoluir sempre na nobre arte do toureio.

De forma casual perguntámos como aproveita a cavaleira o tempo do “defeso”, que nos responde prontamente não ir para o México este ano. Fala-nos de forma apaixonada dos cavalos novos que necessitam da sua atenção e dos treinos exaustivos para que estejam aptos e colocados para a nova temporada que se vai iniciar.

A par da preparação dos novos cavalos, Ana Batista quer ter melhor preparados os seus cavalos já firmados, como é o caso do Obélix II, Obélix III, Roncal, Fundi, Zurbaran, Conquistador II, Gallito e Alvito.

Acrescenta que na próxima temporada a sua quadrilha de bandarilheiros irá ter alterações, pois passará a contar na sua equipa com: Becas; Pedro Vicente e Filipe Gravito.

Perguntámos à Ana se pudesse pedir um desejo o que pediria, ao que nos respondeu prontamente, “acabaria com a crise que se sente no pais…”

Imagens de "Um dia com Ana Batista"

Imagens de "Um dia com Ana Batista", uma reportagem de Maria Inês Amaro.
18 de Dezembro de 2012 - 09:33h Galeria fotográfica por: Maria Inês Amaro
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