
A corrida organizada pela PRÓTOIRO para dia 19, cuja montagem da praça é visível na fotografia, além do mérito de repôr a liberdade cultural no concelho, está a mexer com os poderes políticos da cidade e lançou o caos em Viana do Castelo. Vereadores e oposição assumem desconforto pela declaração unilateral de 2009 do PS, de "município antitouradas".
Trancrevemos uma parte importante de um artigo de ontem do diário Público:
A controvérsia política e social que a abolição de touradas gerou em Viana em 2009, quando a maioria socialista, então liderada por Defensor Moura, aprovou a declaração antitouradas, renasceu agora. E o CDS quer mesmo que a questão seja esclarecida em referendo municipal. Aristides Sousa admitiu que o momento que o país atravessa "não é o ideal" para "andar a desperdiçar dinheiro", mas neste caso "fala mais alto" o "negar de uma tradição com atitudes unilaterais". Tal como em 2009, Sousa reiterou o direito de escolha dos aficionados do concelho.
Na altura, os vereadores do PSD votaram contra a deliberação por, além de ser "demagógica" era "inconstitucional". Passados três anos, o social-democrata António Carvalho Martins reafirma o que afirmou na altura: "é uma decisão que extravasava as competências do executivo". O social-democrata que já foi Governador Civil lamentou a "tourada em que está envolvida a cidade" que, nota, por estes dias, deveria ser notícia na comunicação social apenas por causa das Festas da Agonia.