
O Clube Taurino Vilafranquense levou a cabo mais uma iniciativa de promoção, divulgação e defesa da Festa Brava.
Desta feita a iniciativa foi realizada uma "Jornada ao toureio na Catalunha", que se realizou no Tentadero do Cabo com a presença de ilustres representantes do melhor que há na "Fiesta".
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Comunicado Clube Taurino Vilafranquense:
Vila Franca de Xira, através de uma iniciativa do Clube Taurino Vilafranquense, quis associar-se à luta pelo toureio na Catalunha, reconhecendo e homenageando os seus aficionados e toureiros.
A jornada da passada 6ª feira, dia 26 de Novembro, iniciou-se com um tentadero no que intervieram Serafin Marín, António João Ferreira e Nuno Casquinha que lidaram seis bezerras da Ganadaria de Nuno Casquinha, na arena do Tentadero do Cabo.
Após um concorrido jantar de confraternização na sede do Clube Taurino, seguiu-se um colóquio intitulado «Ser Catalão, matador e aficionado» no Auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira no que participaram o Maestro Joaquín Bernadó e Serafín Marín, sob moderação de João Queiroz.
Numa noite gélida, o auditório encheu «até à bandeira» com pessoas de todas as idades, com aficionados preocupados pelos acontecimentos que têm tido lugar na Catalunha, e com vontade de saber o que realmente se passa numa terra que tantas ligações afectivas tem a Vila Franca.
Ouviram do Maestro Bernadó episódios taurinos hilariantes dos tempos em que Barcelona dava mais espectáculos por temporada que a própria Monumental venteña, acabando também por reconhecer e apontar muitos dos erros empresariais que levaram ao afastamento da população da sua praça Monumental. Serafín Marín , símbolo actual do toureio catalão e desta luta contra o anti-taurinismo, que agora começa a colher os seus frutos, contou-nos em primeira pessoa os esforços que têm sido feitos pelos taurinos e as pressões políticas que estão por detrás desta proibição que acredita poder ser reversível. O matador que mais troféus cortou ao longo das últimas temporadas na Monumental, depois de contar as dificuldades que teve até tomar a alternativa, afirmou sentir-se abandonado pelas figuras do toureio, desde o momento em que as crianças menores de 14 anos foram proibidas de assistir a espectáculos taurinos em praças da Catalunha.
O colóquio extremamente esclarecedor agradou e criou paixão à repleta plateia, demonstrando que o toureio está bem vivo, ao contrário do que defendem quatro analfabetos intolerantes e meia dúzia de políticos complexados.