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Sábado, 21 de Setembro de 2019
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A "Palha Blanco" e a sua Prestabilidade

A "Palha Blanco" e a sua Prestabilidade - artigo de opinião de Jesus Lourenço.

21 de Junho de 2010 - 14:31h Notícia por: - Fonte: - Visto: 855
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Éramos oito tertúlianos, amigos entre si e de Vila franca de Xira também, quais cavaleiros da "table" redonda - redonda, terá sido alguma opinião consensual, embora a mesa, no caso, fosse rectangular; quadradas foram algumas outras ideias apresentadas.

O assunto terá sido sobre tauromaquia e da simpática cidade ribeirinha, em geral. A reunião, decorreu no meio de algum secretismo.

Confesso ter ficado surpreendido com alguma superficialidade da psicologia aplicada daqueles que concebem o " ser ou não ser" ou "coisa nenhuma" ou ainda, a afirmação permanente, fidedigna à "essência única". São ideias livres, sim, mas algo complexas e pouco multifacetadas. São pareceres compreensíveis pela forte herança gloriosa que caracteriza a "Princesa do Téjo" de tempos idos, e nada actualizados para os nossos dias.

Novos tempos, outras culturas, costumes modernos e ideias frescas - de antigo... Só "tombas nas botas e fundilhos nas calças!"

Há que por cobro à futilidade e no marasmo que a capital do Ribatejo-Sul está a cair.

Há que lhe dar alma, refrescá-la, aformeseá-la e tirar a nossa gente do desânimo.

É forçoso recuperar a emotividade outrora vivida, a importância, o "charm" e a invejável notabilidade que a "Palha Blanco" e a própria terra, que lhe dá o piso, com alguma aflição ainda, se apoiam e lhes reza a história.

Estórias é o que os mais novos sabem. Saudades é o que os mais velhos sentem.

Precisamos de uma arena artística, envolvente, e que os aficionados sintam prazer e a desfrutem com orgulho.

Precisamos das bancadas cheias de gente apaixonada, entusiástica, da irreverência da juventude, da ternura dos idosos e claro, da frequência dos turistas sempre ávidos pelo fenómeno taurino.

Precisamos de um recinto que dê lugar a pecados, nem que negros sejam, porque ali, tornam-se imaculados.

Falou-se muito sobre o tauródromo vila-franquense. Atacou-se os tristes da anti-festa, indagou-se culpados, procurou-se razões e tudo à conta da exabundância de miríades de episódios e de sensações -, lembranças de outras épocas. Pediu-se maior utilidade e mais qualificada prestabilidade para a "Palha Blanco". Recordou-se o entusiasmo dos antepassados, que com uma enorme carolice, e à força de braços, concluíram a praça em pouco mais de 4 meses.

Não, nunca houve culpados, e a haver, terão sido os tais obreiros do edifício que a fizeram pequena. Com boa intenção, registe-se. Quando muito, há incautos ou distraídos – se, com simpatia, quisermos considerar.

Hoje com acertos, aconchegos e mais apertos, a sua lotação é de 3 532 lugares. Ora, com mais obras, incluindo as inviáveis mexidas nas bancadas, a colocação de cadeiras... Para o que é que nós quereríamos uma praça com menos de 2 000 lugares?! Deixem-se disso, meus queridos e consequentes amigos.

Pois a minha proposta parece-me muito mais arrojada, ambiciosa e razoável. Um anel em cima daquela estrutura e já está, aí estão mais 2 000 assentos. Isso sim, é condição primaz.

Os circos polivalentes são úteis, mas nada convenientes para a função. Claro que não estou a contar com Vista-Alegre ou Campo Pequeno pois, essas, como se compreende, estão defendidas.

Sabe Deus a ginástica que as empresas exploradoras que passaram por Vila Franca têm feito. Autênticos milagres, para que se conste. Preços a 40 Euros, não, muito obrigado! Seria o que se arranjava com um desses circos modernos, tipo galinheiros de luxo.

"Cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém" - aconselho. Nestas coisas de investimentos, não há milagres - parece-me.

Quando eu, há muitos lustros atravessava a irreverente idade infantil para a juvenil, mais propriamente na época de rapaz-pinta, queria era pegar vacas; engenheiro civil é que não queria ser. E não fui. Logo o meu desconhecimento técnico sobre construção ser bem evidente. Se a obra é viável? Não sei. Responda quem saiba.

A "Palha Blanco" é a maior praça do mundo, porque não enche! - Dizem.

Por que fazem eles as contas ao contrário? - Pergunto.

Será que não esgota, por ser pequena a lotação! - Creio.

Mais capacidade é igual a maior rentabilidade - penso.

Turismo, não é propriamente entrar pela selva dentro e tirar fotografias a tudo o que é macaco no galho, é antes, criar estruturas, tornar as existentes mais abrangentes, proporcionar condições, regalias, alegrias e, sobretudo, apelar à imaginação.

"VILA FRANCA NÃO É PIOR NEM MELHOR... É DIFERENTE – se quisermos.

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