Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020
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O toiro que chorou...

Mais um belo artigo do aficionado José Ferreira, hoje dedicado ao antigo matador de toiros Ricardo Chibanga.

10 de Agosto de 2010 - 11:30h Notícia por: - Fonte: - Visto: 1949
O toiro que chorou...

Ricardo Chibanga, matador de toiros da Golegã, troureou em Agosto de 1974 na praça de toiros de Torremolinos provincia de Málaga.

Nesse mesmo dia de " mala suerte " José Falcão foi colhido mortalmente na monumental de Barcelona pelo toiro " cuchareño" da ganadaria Alípio-Pérez Tabernero.

Chibanga e o seu apoderado, souberam da notícia e logo se deslocaram a Barcelona, indo primeiro de automóvel para Valência e depois por " Tren " até à capital da " Catalana " , onde prestariam condolências à família de José Falcão e velariam o corpo na capela da praça.

Passaram primeiro por um establecimento muito conhecido, onde adquiriram um traje adequado para tal ocasião, pois sendo verão e longe de casa, não estariam preparados para tal ocasião.

A imagem de José Falcão deitado no " ataúde " , impressionou de tal forma Ricardo Chibanga que este costuma dizer que ainda hoje lhe ocorre, como se hoje mesmo a tivesse visto pela primeira vez.

Toureava Chibanga daí a 15 dias em Barcelona e quando nessa mesma capela fazia as suas orações, a imagem de José Falcão não o abandonava.

Nessa tarde, o toiro que lhe calhou em lider era duro e " poderoso " , adjectivo que Ricardo Chibanga também usa para definir o toureio de José Falcão, e após uma lide dificil, quando se preparava para efectuar um remate com um " passe de peito " olhou a cara do toiro e este parecia " chorar " pois saíam lágrimas dos seus olhos.

Nesse mesmo lance e na investida que se seguiu, Ricardo Chibanga foi colhido e ferido com gravidade, recuperando a consciência, só dias depois de ser operado a várias lesões, numa clinica Catalã.

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