
Joaquim Grave disse ter posto todo o profissionalismo na escolha dos toiros, ciente embora que, pelo trapío pode responder perante o público, mas que pela bravura, terá de ser o toiro o elemento directamente responsável.
"Ainda não vi, desde a reabertura do Campo Pequeno, sair à arena de Lisboa um curro de toiros com o trapío daquele que a ganadaria Murteira Grave tem o orgulho em apresentar na corrida de dia 4 de Junho", comentou.
Para Joaquim Grave, "no momento actual da corrida à portuguesa é necessário um toiro com trapío para transmitir emoção. O tipo de toiro que levamos a Lisboa vai dar esse tipo de emoção, tanto nas lides como nas pegas".
Foi há dez anos que a ganadaria Murteira Grave lidou pela última vez no Campo Pequeno, praça onde regressa dentro de dias aureolada pelo duplo triunfo no Concurso de Ganadarias de Évora (Prémios de Apresentação e Bravura) e pelo de 28 de Maio, em Cáceres, com um novilho premiado com volta à arena no arraste, depois de lhe ter sido recusado o indulto.
O cartel da corrida é composto pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas que nesta data lidará o "Murteira Grave" número 100 da sua carreira, Luís Rouxinol e Brito Paes, estando as pegas a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, capitaneados por José Maria Cortes.