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"Coso de La Cuerda S.L.", de Francisco Barba pode ficar fora da Nazaré

Segundo notícias divulgadas hoje, a empresa espanhola "Coso de La Cuerda S.L.", de Francisco Barba, (...) poderá, por incumprimento de prazos de pagamentos estabelecidos pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, deixar de ser ...
02 de Abril de 2008 - 00:00h Notícia por: - Fonte: - Visto: 822
Segundo notícias divulgadas hoje, a empresa espanhola "Coso de La Cuerda S.L.", de Francisco Barba, que, recentemente ganhou a gestão da Praça de Toiros do Sítio da Nazaré, poderá, por incumprimento de prazos de pagamentos estabelecidos pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, deixar de ser a empresa responsável pela gestão desta praça.

Deste modo, e após reunião dos dirigentes da referida Confraria, o prazo máximo para o pagamento da primeira prestação da adjudicação da praça foi estabelecido para a próxima Segunda-feira, dia 7 de Abril.

Ainda relativamente a este assunto, o até hoje, representante desta empresa espanhola em Portugal, António José Baptista emitiu um comunicado, o qual, transcrevemos na íntegra.


Comunicado

Em Novembro do ano passado, a convite do meu grande amigo D. Jacinto Alcon, decidi integrar o projecto de uma "grande" empresa Taurina Espanhola que queria investir em Portugal, arrendando várias praças de touros, nomeadamente ser representante.
O primeiro passo foi o de seleccionar as praças que iam a concurso, as que mais interessavam, que na minha opinião eram as de Coruche, Nazaré e Reguengos de Monsaraz, praças essas às quais a empresa Coso de La Cuerda S.L. efectivamente concorreu.

Ao concurso de Coruche fui acompanhado pelo administrador da empresa, o senhor Francisco Barba Alvarez, aos da Nazaré e Reguengos, fui sozinho, mas munido de faxes, que me autorizavam a apresentar e discutir as propostas da empresa.

Após a dos resultados a empresa Coso de La Cuerda S.L. saiu vencedora do concurso da praça da Nazaré, praça que passaria a gerir por 3 temporadas, 2008/2009/2010. Como consta do caderno de encargos a liquidação da 1ª prestação tinha de ser paga no prazo de 15 dias após o comunicado de divulgação de resultados. Por motivo de doença, segundo o próprio me informou, o senhor Francisco Barba Alvarez não compareceu dentro do referido prazo tendo o mesmo sido alargado até ao passado dia 25 de Março.

Quatro dias antes tentei, por várias vezes, contactar o senhor Barba, que nunca me atendeu o telefone, procedimento esse que se arrastou até à manhã do dia 25. Só nesse dia, e após várias insistências, me comunicou que tinha tido uma recaída e que não poderia comparecer na Nazaré, facto que de imediato comuniquei ao senhor Travassos da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré. Foi-me então dito que fosse o senhor Barba a indicar o dia e a hora em que poderia estar presente e que o confirmasse por fax para a confraria.

O senhor Barba mandou no dia 26 de Março o fax a marcar a reunião para o dia 1 de Abril pelas 11.30h. tanto eu como D. Jacinto Alcon falamos com senhor Barba na passada sexta-feira dia 28 de Março, que nos informou que nesse dia compareceria e que, possivelmente, até viria na véspera para jantarmos juntos e analisarmos a proposta que eu tinha de cartéis para a presente temporada.

Por incrível que pareça, desde esse dia, que o senhor Francisco Barba passou a estar novamente incontactável, tanto para comigo como para com D. Jacinto Alcon, apesar de todas as mensagens que lhe deixamos, e de dia 1 de Abril, D. Jacinto Alcon ter conseguido falar com a sua mulher, e lhe pedisse que dissesse ao marido para lhe ligar com a máxima urgência, nunca mais fomos atendidos pelo senhor Francisco Barba. Por esse motivo, pelas 9.45h do dia 1 de Abril contactei novamente o senhor Travassos da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, expus-lhe a situação e informei-o de imediato que me retiraria do processo, pondo-me no entanto ao dispor da confraria para o que a confraria necessitasse.

Posto isto só me resta pedir publicamente desculpas:
1º: À Mesa da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré por todos os incómodos que, involuntariamente, lhe causei.
2º: Aos ganaderos e seus representantes pelo trabalho que lhes dei a ver e escolher corridas no campo.
3º: Aos apoderados e cabos dos grupos de forcados pelas despesas que efectuaram em telefonemas para que os seus toureiros e grupos de forcados fossem contratados.
4º: Aos aficionados por não me ser possível levar por diante um projecto alucinante que, tenho a certeza, muito iria contribuir para o engrandecimento da festa.

Por ultimo quero deixar aqui expresso o meu agradecimento às seguintes pessoas e entidades, que muito me ajudaram e apoiaram em todo este processo:
- Empresa aplaudir nas pessoas do João Pedro Bolota e do Luís Miguel Pombeiro pela imediata disponibilidade com que me cederam alguns toiros.
- Ao vedor de toiros da empresa Campo Pequeno, senhor António Morgado, por também ele me ter posto ao dispor alguns curros.
- Aos meus amigos Joaquim Mesquita, Ângelo e Luís Carlos, por todo o apoio que me dera nas informações para elaboração das proposta.
- Aos igualmente amigos Pedro Pinto e "Nito" Romão, por tudo o que me ajudaram.
- E por ultimo, porque os últimos são ao primeiros, a dois amigos com um A muito grande, a D. Jacinto Alcon e Armando Jorge Teixeira, por todo o apoio que me deram e pelo muito que comigo sofreram.

Bem-haja a todos

António José Baptista
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