
Deste modo, e após reunião dos dirigentes da referida Confraria, o prazo máximo para o pagamento da primeira prestação da adjudicação da praça foi estabelecido para a próxima Segunda-feira, dia 7 de Abril.
Ainda relativamente a este assunto, o até hoje, representante desta empresa espanhola em Portugal, António José Baptista emitiu um comunicado, o qual, transcrevemos na íntegra.
Comunicado
Em Novembro do ano passado, a convite do meu grande amigo D. Jacinto Alcon, decidi integrar o projecto de uma "grande" empresa Taurina Espanhola que queria investir em Portugal, arrendando várias praças de touros, nomeadamente ser representante.
O primeiro passo foi o de seleccionar as praças que iam a concurso, as que mais interessavam, que na minha opinião eram as de Coruche, Nazaré e Reguengos de Monsaraz, praças essas às quais a empresa Coso de La Cuerda S.L. efectivamente concorreu.
Ao concurso de Coruche fui acompanhado pelo administrador da empresa, o senhor Francisco Barba Alvarez, aos da Nazaré e Reguengos, fui sozinho, mas munido de faxes, que me autorizavam a apresentar e discutir as propostas da empresa.
Após a dos resultados a empresa Coso de La Cuerda S.L. saiu vencedora do concurso da praça da Nazaré, praça que passaria a gerir por 3 temporadas, 2008/2009/2010. Como consta do caderno de encargos a liquidação da 1ª prestação tinha de ser paga no prazo de 15 dias após o comunicado de divulgação de resultados. Por motivo de doença, segundo o próprio me informou, o senhor Francisco Barba Alvarez não compareceu dentro do referido prazo tendo o mesmo sido alargado até ao passado dia 25 de Março.
Quatro dias antes tentei, por várias vezes, contactar o senhor Barba, que nunca me atendeu o telefone, procedimento esse que se arrastou até à manhã do dia 25. Só nesse dia, e após várias insistências, me comunicou que tinha tido uma recaída e que não poderia comparecer na Nazaré, facto que de imediato comuniquei ao senhor Travassos da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré. Foi-me então dito que fosse o senhor Barba a indicar o dia e a hora em que poderia estar presente e que o confirmasse por fax para a confraria.
O senhor Barba mandou no dia 26 de Março o fax a marcar a reunião para o dia 1 de Abril pelas 11.30h. tanto eu como D. Jacinto Alcon falamos com senhor Barba na passada sexta-feira dia 28 de Março, que nos informou que nesse dia compareceria e que, possivelmente, até viria na véspera para jantarmos juntos e analisarmos a proposta que eu tinha de cartéis para a presente temporada.
Por incrível que pareça, desde esse dia, que o senhor Francisco Barba passou a estar novamente incontactável, tanto para comigo como para com D. Jacinto Alcon, apesar de todas as mensagens que lhe deixamos, e de dia 1 de Abril, D. Jacinto Alcon ter conseguido falar com a sua mulher, e lhe pedisse que dissesse ao marido para lhe ligar com a máxima urgência, nunca mais fomos atendidos pelo senhor Francisco Barba. Por esse motivo, pelas 9.45h do dia 1 de Abril contactei novamente o senhor Travassos da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, expus-lhe a situação e informei-o de imediato que me retiraria do processo, pondo-me no entanto ao dispor da confraria para o que a confraria necessitasse.
Posto isto só me resta pedir publicamente desculpas:
1º: À Mesa da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré por todos os incómodos que, involuntariamente, lhe causei.
2º: Aos ganaderos e seus representantes pelo trabalho que lhes dei a ver e escolher corridas no campo.
3º: Aos apoderados e cabos dos grupos de forcados pelas despesas que efectuaram em telefonemas para que os seus toureiros e grupos de forcados fossem contratados.
4º: Aos aficionados por não me ser possível levar por diante um projecto alucinante que, tenho a certeza, muito iria contribuir para o engrandecimento da festa.
Por ultimo quero deixar aqui expresso o meu agradecimento às seguintes pessoas e entidades, que muito me ajudaram e apoiaram em todo este processo:
- Empresa aplaudir nas pessoas do João Pedro Bolota e do Luís Miguel Pombeiro pela imediata disponibilidade com que me cederam alguns toiros.
- Ao vedor de toiros da empresa Campo Pequeno, senhor António Morgado, por também ele me ter posto ao dispor alguns curros.
- Aos meus amigos Joaquim Mesquita, Ângelo e Luís Carlos, por todo o apoio que me dera nas informações para elaboração das proposta.
- Aos igualmente amigos Pedro Pinto e "Nito" Romão, por tudo o que me ajudaram.
- E por ultimo, porque os últimos são ao primeiros, a dois amigos com um A muito grande, a D. Jacinto Alcon e Armando Jorge Teixeira, por todo o apoio que me deram e pelo muito que comigo sofreram.
Bem-haja a todos
António José Baptista