
Pedro Salgueiro Coelho dos Reis, médico veterinário de profissão e cabo do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca desde o dia 4 de Julho de 2011, recebendo o testemunho do anterior cabo, Tiago Prestes.
Taurodromo.com (T) - Como considera que correu a temporada 2012 para o grupo?
Pedro Coelho dos Reis - Foi uma época muito importante para a afirmação no seio do grupo de todos os forcados mais novos que sonham em conquistar um lugar no grupo. Tivemos oportunidade de pegar em França e Espanha, digressões estas muito importantes para o espírito de amizade entre todos os forcados do grupo.
T - Pegaram um total de 8 corridas, certo? Quais os melhores e piores momentos do grupo na temporada 2012 que gostaria de destacar?
Pedro Coelho dos Reis - O grupo teve 14 actuações nesta temporada de 2012. Pegámos 8 corridas em Portugal, 4 em Espanha e 2 em França. As melhores actuações do grupo foram no Campo Pequeno, Teruel e Saint Marie de la Mer. A pior actuação foi a corrida de Nave de Haver. Por vezes sentimos que não conseguimos tirar o maior proveito dos touros e a pega não resulta como nós gostaríamos ou por não termos escolhido bem o forcado da cara, ou porque o forcado não entendeu bem o touro. Cada vez mais o forcado deve ser aficionado ao touro bravo, deve tentar compreender os seus terrenos, a velocidade da sua investida e a sua nobreza. Só assim se pode retirar de cada touro o máximo de arte e toureio possível.
T - Qual ou quais a(s) ganadaria(s) que o grupo mais gostou de pegar na temporada 2012?
Pedro Coelho dos Reis - A Ganadaria de Pinto Barreiros.
T - Neste defeso, há possibilidade de rumarem ao estrangeiro para pegar?
Pedro Coelho dos Reis - Infelizmente não tivemos nenhum convite para pegar no defeso no estrangeiro.
T - 2012 foi mais uma temporada sem bandarilhas de segurança. Como vê o permanente adiar da entrada em vigor do novo regulamento taurino?
Pedro Coelho dos Reis - O regulamento deverá ser actualizado rapidamente, cumprido na íntegra com bom senso e de uma forma racional. Gostava que a próxima temporada fosse, finalmente, com bandarilhas de segurança, pois entendo que o risco da pega deverá estar sempre no touro e não nas bandarilhas ou em outro qualquer factor externo à pega.